quinta-feira, 27 de outubro de 2011

gabarito do simulado de filosofia


Enem 2010

A política, foi inicialmente, a arte das pessoas se ocuparem do lhes diz respeito. Posteriormente, passou a ser a arte de compelir as pessoas a decidirem sobre aquilo de que nada entendem.
VALÉRY, P. Cadernos. Apud BENEVIDES, M.V.M. A cidadania ativa. São Paulo: Ática, 1996.

Nesta definição o autor entende que a história da política está dividida em dois momentos principais: um primeiro, marcado pelo autoritarismo excludente, e um segundo caracterizado por uma democracia incompleta. Considerando o texto, qual é o elemento comum a esses dois momentos da história política?
a)       A distribuição equilibrada do poder.
b)       O impedimento da participação popular.
c)       O controle das decisões por uma minoria.
d)       A valorização das opiniões mais competentes.
e)        A sistematização dos processos decisórios.

Enem 2010

O príncipe, portanto, não deve se incomodar com a reputação de cruel, se seu propósito é manter o povo unido e leal. De fato, com uns poucos exemplos duros poderá ser mais clemente do que outros que, por muita piedade, permitem aos distúrbios que levem ao assassínio e ao roubo.
MAQUIAVEL, N. O Príncipe. São Paulo. Martin Claret, 2009.

No século XVI, Maquiavel escreveu O Príncipe, reflexão sobre a monarquia e a função do governante. A manutenção da ordem social, segundo esse autor, baseava-se na
a)       Inércia do julgamento de crimes polêmicos.
b)       Bondade em relação ao comportamento dos mercenários.
c)       Compaixão quanto à condenação de transgressões religiosas.
d)       Neutralidade diante da condenação dos servos.
e)       Conveniência entre o poder tirânico e moral do príncipe.

Enem 2010

A lei não nasce da natureza, junto das fontes frequentadas pelos primeiros pastores; a lei nasce das batalhas reais, das vitórias, dos massacres, das conquistas que têm sua data e seus heróis de horror: a lei nasce das cidades incendiadas, das terras devastadas, ela nasce com os famosos inocentes que agonizam no dia que está amanhecendo.
FOUCAULT, M. Aula de 14 e janeiro de 1976. In: Em defesa da sociedade. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

O filósofo Michel Foucault (séc. XX) inova ao pensar a política e a lei em relação ao poder e à organização social. Com base na reflexão de Foucault, a finalidade das leis na organização das sociedades modernas é
a)       Combater ações violentas na guerra entre as nações.
b)       Coagir e servir para refrear a agressividade humana.
c)       Criar limites entre a guerra e a paz praticadas entre os indivíduos de uma mesma nação.
d)       Estabelecer princípios éticos que regulamentam as ações bélicas entre países inimigos.
e)       Organizar as relações de poder na sociedade e entre os estados.

Enem 2010

Na ética contemporânea, o sujeito é não é mais um sujeito substancial, soberano e absolutamente livre, nem um sujeito empírico puramente natural. Ele é simultaneamente os dois, na medida em que é um sujeito histórico-social. Assim, a ética atinge um dimensionamento político, uma vez que a ação do sujeito não pode mais ser vista e avaliada fora da relação social coletiva. Desse modo, a ética se entrelaça, necessariamente com a política, entendida esta como a área de avaliação de valores que atravessas as relações sociais e que interliga os indivíduos entre si.
O texto, ao evocar a dimensão histórica do processo de formação da ética na sociedade contemporânea, ressalta
a)       Os conteúdos éticos decorrentes da ideologias político-partidárias.
b)       O valor da ação humana derivada de preceitos metafísicos.
c)       A sistematização de valores desassociados da cultura.
d)       O sentido coletivo e político das ações humanas individuais.
e)       E. O julgamento das ação ética pelos políticos eleitos politicamente.

UEL 2008

Platão destaca, na República (livro III), a importância da educação musical dos futuros guardiões da cidade, ao dizer:
[...] a educação pela música é capital, porque o ritmo e a harmonia penetram mais fundo na alma e afetam-na mais fortemente [...].
(PLATÃO. A República. Tradução e notas de Maria Helena da Rocha Pereira. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2001. p. 133.)

De acordo com o texto e os conhecimentos sobre a relevância da educação musical dos guardiões em Platão, considere as afirmativas a seguir:

             I.        A música deve desenvolver agressividade e destempero para evitar o temor dos inimigos perante a guerra.
           II.        A música deve desenvolver sentimentos éticos nobres para bem servir a cidade e os cidadãos.
          III.        A música deve divertir, entreter e evocar sentimentos afrodisíacos, para alívio do temor perante a guerra.
          IV.        A música deve moldar qualidades como temperança, generosidade, grandeza de alma e outras similares.

Assinale a alternativa que contém todas as afirmativas corretas.
a)       I e II.
b)       II e IV.
c)       III e IV.
d)       I, II e III.
e)       I, III e IV.

UEL

A amizade perfeita é a dos homens que são bons e afins na virtude, pois esses desejam igualmente bem um ao outro enquanto bons, e são bons em si mesmos. Ora, os que desejam bem aos seus amigos por eles mesmos são os mais verdadeiramente amigos, porque o fazem em razão da sua própria natureza e não acidentalmente.
(ARISTÓTELES, Ética a Nicômaco. Tradução de Leonel Vallandro e Gerd Bornheim da versão inglesa de W. D. Ross. São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 381-382. Os Pensadores IV.)

Os amigos formam uma unidade mais completa e mais perfeita do que os indivíduos isolados e, pela ajuda recíproca e desinteressada, fazem com que cada um seja mais autônomo e mais independente do que se estivesse só.
(CHAUÍ, M. de S. Introdução à história da filosofia: dos pré-socráticos a Aristóteles. São Paulo: Brasiliense, 1994. p. 323.)

Com base nos textos acima e nos conhecimentos sobre o pensamento ético e político de Aristóteles, considere as afirmativas a seguir.

I. Uma sociedade de amigos é mais perfeita e durável por considerar a lei como norma mantenedora da amizade.
II. Os amigos tornam a sociedade política perfeita ao se isolarem.
III. Os virtuosos e bons são verdadeiramente amigos por desejarem o bem reciprocamente.
IV. A amizade só pode existir entre os virtuosos, que são semelhantes em caráter; por isso, formam uma sociedade justa.

Assinale a alternativa que contém todas as afirmativas corretas.
a)       I e IV.
b)       II e III.
c)       III e IV.
d)       I, II e III.
e)       e) I, II e IV.

UEL

Encontrar uma forma de associação que defenda e proteja a pessoa e os bens de cada associado com toda força comum, e pela qual cada um, unindo-se a todos, só obedece contudo a si mesmo, permanecendo assim tão livre quanto antes.
(ROUSSEAU, J. J. Do contrato social. Tradução de Lourdes Santos Machado. São Paulo: Nova Cultural, 1987. p. 32. Os Pensadores.)

Com base na citação acima e nos conhecimentos sobre o pensamento político de Rousseau, considere as seguintes afirmativas.

I. O contrato social só se torna possível havendo concordância entre obediência e liberdade.
II. A liberdade conquistada através do contrato social é uma liberdade convencional.
III. Por meio do contrato social, os indivíduos perdem mais do que ganham.
IV. A liberdade conquistada através do contrato social é a liberdade natural.
Assinale a alternativa que contém todas as afirmativas corretas, mencionadas anteriormente.
a)       I e II.
b)       I e III.
c)       II e IV.
d)       I, III e IV.
e)       e) II, III e IV.

UEL

A razão humana, num determinado domínio dos seus conhecimentos, possui o singular destino de se ver atormentada por questões, que não pode evitar, pois lhe são impostas pela sua natureza, mas às quais também não pode dar respostas por ultrapassarem completamente as suas possibilidades.
(KANT, I. Crítica da Razão Pura (Prefácio da primeira edição, 1781). Tradução de Manuela Pinto dos Santos e Alexandre Fradique Morujão. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1994, p. 03.)

Com base no texto e nos conhecimentos sobre Kant, o domínio destas intermináveis disputas chama-se

a)       Experiência.
b)       Natureza.
c)       Entendimento.
d)       Metafísica.
e)       Sensibilidade.

PUC– PR

Em relação à definição de Bem apresentada por Aristóteles, no Livro I da Ética a Nicômaco, considere as seguintes alternativas:

I. O Bem é algo que está em todas as coisas, sendo identificada nos objetos, mas não entre os homens.
II. O Bem é aquilo a que todas as coisas tendem, ou seja, o bem é definido em função de um fim.
III. O Bem é o meio para termos uma ciência eficiente e útil, tal como a arte médica será eficiente se tivermos o bem como meio de sua prática.
IV. O Bem é algo abstrato, de difícil acesso à compreensão humana.

De acordo com tais afirmações, podemos dizer que:
a)       Apenas a alternativa II está correta.
b)       As alternativas II e III estão corretas.
c)       Todas as alternativas estão corretas.
d)       As alternativas III e IV estão corretas.
e)       Apenas a alternativa III está correta

PUC – PR


Michel Foucault, em Vigiar e Punir, apresenta duas imagens de disciplina: a disciplina-bloco e a disciplina-mecanismo. Para mostrar como esses dois modelos se desenvolveram, o autor destaca dois casos: o medieval da peste e o moderno do panóptico. Assinale, portanto, a alternativa incorreta:

a)       A disciplina-bloco se estabeleceu com o esquema moderno do panóptico, uma vez que a disciplina mecanismo, desenvolvida no período medieval para resolver o problema da peste, estava em falência.
b)       A disciplina-bloco se refere à instituição fechada, totalmente voltada para funções negativas, proibitivas e impeditivas.
c)       A disciplina-mecanismo é um dispositivo funcional que visa aperfeiçoar e tornar mais rápido o exercício do poder, mediante o modelo panóptico.
d)       É possível dizer que houve um processo de mudança da disciplina-bloco para a disciplina mecanismo, passando pelas etapas de inversão funcional das disciplinas, ramificação dos mecanismos e estatização dos mecanismos disciplinares.
e)       E) A disciplina-mecanismo tem como estratégia a vigilância múltipla, inter-relacionada e contínua, pela qual o indivíduo deve saber que é vigiado e, por consequência, o poder se exerce automaticamente.

Sobre o pensamento de Heráclito de Eixo,

Marque a alternativa incorreta.
a)       Segundo Heráclito, a realidade do Ser é a imobilidade, uma vez que a luta entre os opostos neutraliza qualquer possibilidade de movimento.
b)       Heráclito concebe o mundo como um eterno devir, isto é, em estado de perene movimento. Nesse sentido, a imobilidade apresenta-se como uma ilusão.
c)       Para Heráclito, a guerra (pólemos) é o princípio regulador da harmonia do mundo.
d)       D) Segundo Heráclito, o um é múltiplo e o múltiplo é um.

Com base na teoria de Hobbes

E no texto abaixo, marque a alternativa correta.

O que Hobbes quer dizer falando de "guerra de todos contra todos", é que, sempre onde existirem as condições que caracterizam o estado de natureza, este é um estado de guerra de todos os que nele se encontram.
BOBBIO, Norberto. Thomas Hobbes. Rio de Janeiro: Campus, 1991. P. 36.

a)       O estado de natureza e o estado de guerra estão relacionados apenas a alguns homens.
b)       Hobbes caracteriza a "guerra de todos contra todos" como algo que pode sempre existir.
c)       A "guerra de todos contra todos" independe de condições para existir.
d)       O estado de natureza caracteriza-se pela ausência de guerra.

Leia atentamente o texto abaixo.

Na filosofia de Parmênides preludia-se o tema da ontologia. A experiência não lhe apresentava em nenhuma parte um ser tal como ele o pensava, mas, do fato que podia pensá-lo, ele concluía que ele precisava existir: uma conclusão que repousa sobre o pressuposto de que nós temos um órgão de conhecimento que vai à essência das coisas e é independente da experiência. Segundo Parmênides, o elemento de nosso pensamento não está presente na intuição mas é trazido de outra parte, de um mundo extrassensível ao qual nós temos um acesso direto através do pensamento.
NIETZSCHE, Friedrich. A filosofia na época trágica dos gregos. Trad. Carlos A. R. de Moura. In Os pré-socráticos. São Paulo: Abril Cultural, 1978. p. 151. Coleção Os Pensadores

Marque a alternativa incorreta.

a)       Para Parmênides, o Ser e a Verdade coincidem, porque é impossível a Verdade residir naquilo que Não-é: somente o Ser pode ser pensado e dito.
b)       Pode-se afirmar com segurança que Parmênides rejeita a experiência como fonte da verdade, pois, para ele, o Ser não pode ser percebido pelos sentidos.
c)       Parmênides é nitidamente um pensador empirista, pois afirma que a verdade só pode ser acessada por meio dos sentidos.
d)       O pensamento, para Parmênides, é o meio adequado para se chegar à essência das coisas, ao Ser, porque os dados dos sentidos não são suficientes para apreender a essência.

Leia o trecho abaixo.

E que existe o belo em si, e o bom em si, e, do mesmo modo, relativamente a todas as coisas que então postulamos como múltiplas, e, inversamente, postulamos que a cada uma corresponde uma ideia, que é única, e chamamos-lhe a sua essência (507b-c).
PLATÃO. República. Trad. de Maria Helena da Rocha Pereira. 8ª ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. 1996.

Marque a alternativa que expressa corretamente o pensamento de Platão.

a)       Somente por meio dos sentidos, em especial da visão, pode o filósofo obter o conhecimento das ideias.
b)       No pensamento platônico, o conhecimento das ideias permite ao filósofo discernir a unidade inteligível em face da multiplicidade sensível.
c)       Para que a alma humana alcance o conhecimento das ideias, ela deve elevar-se às alturas do inteligível, o que somente é possível após a morte ou por meio do contato com os deuses gregos.
d)       Tanto a dialética quanto a matemática elevam o conhecimento ao inteligível; mas, somente a matemática, por seu caráter abstrato, conduz a alma ao princípio supremo: a ideia de Bem.

Leia atentamente o texto abaixo sobre a teoria do hábito em David Hume.

E é certo que estamos aventando aqui uma proposição que, se não é verdadeira, é pelo menos muito inteligível, ao afirmarmos que, após a conjunção constante de dois objetos - calor e chama, por exemplo, ou peso e solidez -, é exclusivamente o hábito que nos faz esperar um deles a partir do aparecimento do outro.
HUME, D. Investigações sobre o entendimento humano e sobre os princípios da moral. São Paulo: Editora UNESP, 2004. p. 75.

Com base na Teoria de Hume e no texto acima, marque a alternativa incorreta, ou seja, aquela que de modo algum pode ser uma interpretação adequada desse texto.

a)       A conjunção constante entre dois objetos explica a força do hábito e, consequentemente, o procedimento da inferência.
b)       A hipótese do hábito é consequente com a teoria de Hume, de que todo o nosso conhecimento é construído por experiência e observação.
c)       Se a causalidade fosse construída a priori e de modo necessário, não seria preciso recorrer à experiência e à repetição para que de uma causa fosse extraído o respectivo efeito.
d)       O hábito jamais pode ser a base da inferência. Em virtude disso, os conceitos de causa e efeito jamais podem se aplicar a qualquer objeto da experiência.

Leia o texto abaixo.

Deixando de lado as discussões sobre governos e governantes ideais, Maquiavel se preocuparia em saber como os homens governam de fato, quais os limites do uso da violência para conquistar e conservar o poder, como instaurar um governo estável, etc.
CHALITA, Gabriel. Vivendo a Filosofia. São Paulo: Ática, 2006. p. 200.

Marque a alternativa que descreve corretamente o objetivo de Maquiavel.

a)       De acordo com Chalita, Maquiavel examina a política de forma a dar continuidade às análises da tradição filosófica.
b)       Conforme Chalita, o pensador florentino tem por objetivo demonstrar como um Príncipe deve conquistar e manter o poder, tratando-o como uma realidade concreta.
c)       Como observamos no texto, a obra de Maquiavel é inovadora por definir o que é o governo e quem são os governantes ideais.
d)       De acordo com o texto, pode-se observar que Maquiavel não admite o uso da violência para conquistar e conservar o poder.

Leia atentamente o texto abaixo.

A partir dessa intuição primeira (a existência do ser que pensa), que é indubitável, Descartes distingue os diversos tipos de ideias, percebendo que algumas são duvidosas e confusas e outras são claras e distintas.
ARANHA, M. L. de A.; MARTINS, M. H. P. Filosofando. Introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 1993. p. 104.

A primeira ideia clara e distinta encontrada por Descartes no trajeto das meditações é
a)       a ideia do cogito (coisa pensante), pois na medida em que duvida, aquele que medita percebe que existe.
b)       a ideia de coisa extensa, porque tudo aquilo que possui extensão é imediatamente claro e distinto.
c)       a ideia de Deus, porque Deus é a primeira realidade a interromper o procedimento da dúvida, no qual se lança aquele que se propõe meditar.
d)       A ideia do gênio maligno, porque somente através dele Descartes consegue suprimir o processo da dúvida radical.

Leia o trecho extraído da obra Confissões.

Quem nos mostrará o Bem? Ouçam a nossa resposta: Está gravada dentro de nós a luz do vosso rosto, Senhor. Nós não somos a luz que ilumina a todo homem, mas somos iluminados por Vós. Para que sejamos luz em Vós os que fomos outrora trevas.
SANTO AGOSTINHO. Confissões IX. São Paulo: Nova Cultural, 1987. 4, l0. P.154. Coleção Os Pensadores

Sobre a doutrina da iluminação de Santo Agostinho, marque a alternativa correta.

a)       A irradiação da luz divina faz com que conheçamos imediatamente as verdades eternas em Deus. Essas verdades, necessárias e eternas, não estão no interior do homem, porque seu intelecto é contingente e mutável.
b)       A irradiação da luz divina atua imediatamente sobre o intelecto humano, deixando-o ativo para o conhecimento das verdades eternas. Essas verdades, necessárias e imutáveis, estão no interior do homem.
c)       A metáfora da luz significa a ação divina que nos faz recordar as verdades eternas que a alma possuía antes de se unir ao corpo.
d)        A metáfora da luz significa a ação divina que nos faz recordar as verdades eternas que a alma possuía e que nela permanecem mediante os ciclos da reencarnação.

Considere o texto abaixo.

Dostoievski escreveu: "Se Deus não existisse, tudo seria permitido". Eis o ponto de partida do existencialismo. De fato, tudo é permitido se Deus não existe, e, por conseguinte, o homem está desamparado porque não encontra nele próprio nem fora dele nada a que se agarrar. Para começar, não encontra desculpas.
SARTRE, Jean-Paul. O Existencialismo é um humanismo. Trad. de Rita Correia Guedes. São Paulo: Nova Cultural, 1987. P. 9.

Tomando o texto acima como referência, marque a alternativa correta.

a)       Nesse texto, Sartre quer mostrar que sua teoria da liberdade pressupõe que o homem é sempre responsável pelas escolhas que faz e que nenhuma desculpa deve ser usada para justificar qualquer ato.
b)       O existencialismo é uma doutrina que propõe a adoção de certos valores como liberdade e angústia. Para o existencialismo, a liberdade significa a total recusa da responsabilidade.
c)       Defender que "tudo é permitido" significa que o homem não deve assumir o que faz, pois todos os homens são essencialmente determinados por forças sociais.
d)       Para Sartre, a expressão "tudo é permitido" significa que o homem livre nunca deve considerar os outros e pode fazer tudo o que quiser, sem assumir qualquer responsabilidade.

UFF

A consolidação da industrialização como característica do mundo moderno não foi tarefa fácil. Foram os pensadores do século XVIII e do século XIX que forneceram os principais argumentos para legitimar a combinação entre indústria e modernização
.Uma das alternativas abaixo associa, corretamente, um pensador ao sistema de ideias.
a)       - Marquês de Pombal/Positivismo
b)       - Thomas Jefferson/Socialismo Utópico
c)       - Voltaire/Evolucionismo
d)       - Adam Smith/Liberalismo
e)       - Descartes/Existencialismo

UERJ

Cada um, de cada lugar do mundo, tem de assinalar em seu endereço eletrônico o país onde mora e de onde fala (.br, .ar, .mx, etc.); aquele que fala a partir dos EUA não precisa apor .us ao seu endereço e, assim, é como se falasse de lugar-nenhum, tornando familiar que cada qual se veja, Sempre, de um lugar determinado, enquanto haveria aqueles que falam como se fossem do mundo e não de nenhuma parte específica.

Adaptado de CARLOS Walter Porto Gonçalves In: Lander, Edgard (org.). A colonialidade do saber. Buenos Aires: CLACSO, 2005.

O texto acima contém uma reflexão acerca de um aspecto importante das redes mundiais de produção e circulação de conhecimento.

Segundo o autor, essas redes são marcadas pelo conceito de:
a)       Pluralismo
b)       Autoritarismo
c)       Nacionalismo
d)       Etnocentrismo

UNESP

Texto 1

Porque morrer é uma ou outra destas duas coisas: ou o morto não tem absolutamente nenhuma existência, nenhuma consciência do que quer que seja, ou, como se diz, a morte é precisa mente uma mudança de existência e, para a alma, uma migração deste lugar para um outro. Se, de fato, não há sensação alguma, mas é como um sono, a morte seria um maravilhoso presente. […] Se, ao contrário, a morte é como uma passagem deste para outro lugar, e, se é verdade o que se diz que lá se encontram todos os mortos, qual o bem que poderia existir, ó juízes, maior do que este? Porque, se chegarmos ao Ades, libertando-nos destes que se vangloriam serem juízes, havemos de encontrar os verdadeiros juízes, os quais nos diria que fazem justiça acolá: Monos e Radamante, Éaco e Triptolemo, e tantos outros deuses e semideuses que foram justos na vida; seria então essa viagem uma viagem de se fazer pouco caso? Que preço não seria capazes de pagar, para conversar com Orfeu, Museu, Hesíodo e Homero?  (Platão. Apologia de Sócrates, 2000.)

Texto 2

Ninguém sabe quando será seu último passeio, mas agora é possível se despedir em grande estilo. Uma 300C Turing, a versão perua do sedã de luxo da Chrysler, foi transformada no primeiro carro funerário customizado da América Latina. A mudança levou sete meses, custaram R$ 160 mil e deixou o carro com oito metros de comprimento e 2 340 kg, três metros e 540 kg além da original. O Funeral Car 300C tem luzes piscantes na já imponente dianteira e enormes rodas, de aro 22, com direito a pequenos caixões estilizados nos raios. Bandeiras nas pontas do capô, como nos carro de diplomatas, dão um toque refinado. Com o chassi mais longo,o banco traseiro foi mantido para familiares acompanharem o cortejo dentro do carro. No encosto dos dianteiros, telas exibem mensagens de conforto. O carro faz parte de um pacote de cerimonial fúnebre que inclui, além do cortejo no Funeral Car 300C, serviços como violinistas e revoada de pombas brancas no enterro. (Funeral tunado. Folha de Saulo, 28.02.2010.)

Confrontando o conteúdo dos dois textos, pode-se afirmar que:
a)       Embora os dois textos transmitam concepções divergentes acerca da morte, eles tratam de visões concernentes à mesma época, a saber, a sociedade atual.
b)       Sob o ponto de vista filosófico, não há diferenças qualitativas entre uma e outra concepção sobre a morte.
c)       Os comentários do texto grego sobre a morte são coerentes com uma filosofia de forte valorização do corpo em detrimento da alma, e do mundo sensível sobre o mundo inteligível.
d)       O texto de Platão evidencia uma cultura monoteísta, enquanto que o segundo é politeísta.
e)       Enquanto no primeiro texto transparece a dignidade metafísica da morte, no segundo sugere-se a conversão do funeral em espetáculo da sociedade de consumo.

Após análise dos dois textos da questão 22, pode-se afirmar que:

a)       O texto 1 é de natureza fictícia, e portanto não baseado em fatos históricos.
b)       Platão não apela a entidades míticas para justificar sua concepção positiva sobre a morte.
c)       Platão faz alusão a um fato histórico fundamental para a filosofia ocidental: as circunstâncias da morte de Sócrates.
d)       O texto 2 trata do caráter sagrado e religioso dos funerais em nossa sociedade.
e)       (E) o texto 1 evidencia que a morte não é um tema filosófico

(UFU 1ª fase Janeiro de 2004)

Leia o fragmento abaixo, de Karl Marx.

Com o próprio funcionamento, o processo capitalista de produção reproduz, portanto, a separação entre a força de trabalho e as condições de trabalho, perpetuando, assim, as condições de exploração do trabalhador. Compele sempre o trabalhador a vender sua força de trabalho para viver, e capacita sempre o capitalista a comprá-la.

MARX, K. O capital, Livro I, O processo de produção do Capital [Vol. II]. Trad. De Reginaldo Santana. 11.ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1987, p. 672.

De acordo com o filósofo alemão, a condição do trabalhador na economia capitalista clássica é

I . De realização plena da sua capacidade produtiva, alcançando a autonomia financeira e a satisfação dos valores existenciais tão almejados pela humanidade, desde os primórdios da história.

II . De alienação, pois os trabalhadores possuem apenas sua capacidade de trabalhar, que é vendida ao capitalista em troca do salário, por isso, a produção não pertence ao trabalhador, sendo-lhe estranha.

III . De superação da sua condição de ser natural para tornar-se ser social, liberto graças à divisão do trabalho, que lhe permite o desenvolvimento completo de suas habilidades naturais na fábrica.

IV . De coisa, isto é, o trabalhador é reificado, tornando-se mercadoria, cujo preço é o salário, ao passo que as coisas produzidas pelo trabalhador, na ótica capitalista, parecem dotadas de existência própria.

Assinale a alternativa que apresenta as assertivas corretas.

a)       II e IV
b)       I e II
c)       II e III
d)        III e IV

(UEL-2004)

Observe
Descrição: http://3.bp.blogspot.com/_CZ_0rM87EVU/SdeXoMHt_BI/AAAAAAAAAZM/0qOLQyeFRzw/s1600/image008.jpg
A imagem anterior refere-se a um quadro que foi produzido pelo artista norte-americano Andy Warhol. Valendo- se de recursos da “sociedade de consumo” como, por exemplo, fotos de artistas famosos, Warhol produziu um número assombroso de quadros em um curto espaço de tempo. O fenômeno da reprodução na arte foi estudado pelo filósofo alemão Walter Benjamin, que na década de 30 publicou um ensaio intitulado “A obra de arte no tempo de sua reprodutibilidade técnica”. Sobre a teoria de Walter Benjamin a respeito das consequências da reprodução em massa das obras de arte, é correto afirmar que o autor:

a)       Entende negativamente o fenômeno da reprodução na arte por representar a destruição das obras de arte e a sua transformação em mercadoria pela indústria cultural.
b)       Reconhece que ocorrem mudanças na forma das pessoas receberem as obras de arte e propõe a reeducação das massas como forma de resgate da aura, isto é, daquilo que é dado apenas uma vez.
c)       Percebe na reprodução da obra de arte a dissolução da sociedade moderna, fenômeno este sem volta e que representa o triunfo do capitalismo sobre o pensamento crítico e a reflexão.
d)       Interpreta a reprodutibilidade como um fenômeno inevitável da sociedade capitalista que provoca alterações na interpretação que críticos e artistas fazem das obras de arte, sem maiores consequências ou possibilidades políticas.
e)        Afirma que a reprodutibilidade técnica provoca mudanças na percepção e na postura das pessoas que têm acesso às obras; por isso certas formas artísticas, sobretudo o cinema, podem vir a desempenhar o papel de politização das massas

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